Celebrado em 22 de maio, o Dia Internacional da Diversidade Biológica chama a atenção para a importância da preservação das espécies, dos ecossistemas e dos recursos naturais essenciais à vida humana. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar governos e sociedades sobre a necessidade urgente de combater a perda da biodiversidade em todo o mundo.
Em 2026, a campanha internacional traz o tema “Ação local para impacto global”, defendendo que pequenas ações em comunidades, escolas, cidades e territórios podem gerar resultados significativos para a conservação ambiental no planeta. Segundo a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a biodiversidade é a base de toda a vida na Terra, mas está sendo destruída em ritmo sem precedentes devido à ação humana.
Dados divulgados pela ONU e pela UNESCO mostram que cerca de 75% do ambiente terrestre e 66% do ambiente marinho já sofreram alterações significativas provocadas por atividades humanas, como desmatamento, poluição, urbanização desordenada e exploração excessiva dos recursos naturais. Além disso, aproximadamente um milhão de espécies de animais e plantas correm risco de extinção.
A biodiversidade tem papel fundamental na alimentação, na medicina, na economia e no equilíbrio climático. A ONU destaca que mais de 80% da alimentação humana depende das plantas e que cerca de 3 bilhões de pessoas utilizam os peixes como principal fonte de proteína animal. Já comunidades rurais em diversos países dependem diretamente de recursos naturais e medicamentos tradicionais extraídos da vegetação.
O Brasil ocupa posição estratégica nesse cenário por ser considerado um dos países mais biodiversos do planeta. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reforça que a Convenção sobre Diversidade Biológica, criada durante a ECO-92 no Rio de Janeiro, continua sendo um dos mais importantes acordos internacionais voltados à proteção ambiental.
Mesmo com avanços em políticas públicas, especialistas alertam para os riscos enfrentados pela fauna brasileira. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que o país realiza uma das maiores avaliações de risco de extinção do mundo, monitorando aproximadamente 15 mil espécies da fauna nacional. Em 2026, o governo federal atualizou a lista de espécies aquáticas ameaçadas de extinção, reconhecendo oficialmente 490 espécies em situação de risco.
A ONU também defende metas globais para restaurar 30% dos ecossistemas degradados e ampliar as áreas protegidas terrestres e marinhas até 2030. Atualmente, apenas 17% das áreas terrestres e cerca de 8% das áreas marinhas do planeta estão oficialmente protegidas.
Neste Dia Internacional da Diversidade Biológica, organizações ambientais reforçam que preservar a natureza significa proteger o futuro da humanidade. Ações como reflorestamento, preservação de nascentes, combate às queimadas, educação ambiental e valorização dos povos tradicionais são apontadas como fundamentais para garantir equilíbrio ecológico e qualidade de vida para as próximas gerações.




