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Prefeitos do Ceará criticam altos cachês de artistas e alertam para impacto nos cofres públicos.

Prefeitos cearenses têm relatado dificuldades para manter a realização de festas e eventos públicos diante do aumento expressivo dos cachês cobrados por artistas e bandas. Segundo os gestores, os valores são considerados abusivos e incompatíveis com a realidade financeira dos municípios, especialmente em um cenário de queda na arrecadação.

De acordo com os prefeitos, as administrações municipais estariam se tornando “reféns” de produtoras responsáveis pelas negociações das apresentações musicais. A situação é agravada por mudanças no Imposto de Renda e pelo impacto do reajuste do salário mínimo, que aumentam as despesas obrigatórias e pressionam ainda mais os orçamentos locais.

O presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Joacy Júnior, informou que está sendo articulada uma reunião com presidentes de associações municipais de outros estados para discutir o tema e definir uma ação conjunta. A expectativa é que o encontro aconteça já na próxima semana, com o objetivo de buscar alternativas que levem à redução dos valores praticados.

O prefeito de Massapê, Ozires Pontes, criticou duramente os preços cobrados por bandas e artistas. Segundo ele, há casos de grupos que não figuram entre os mais renomados do país solicitando cachês em torno de meio milhão de reais. Para o gestor, esse cenário torna inviável a realização de eventos em municípios de pequeno e médio porte. “Não tem sentido quebrar uma cidade pra fazer uma festa”, afirmou.

Durante assembleia extraordinária da Aprece, o prefeito de Uruoca, Kennedy Aquino, também afirmou que estuda reduzir um dia do tradicional Festival de Quadrilhas do município, como forma de manter a responsabilidade fiscal e adequar o evento à realidade financeira atual.

O debate ganhou repercussão nas redes sociais, onde internautas passaram a defender a valorização de artistas locais e regionais como alternativa para reduzir custos, preservar a cultura e garantir a continuidade dos eventos populares.


Fontes: Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece); declarações de prefeitos durante assembleia extraordinária da entidade.

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