A morte de Arlindo de Souza, conhecido como “Popeye Brasileiro” ou “Arlindo Anomalia”, reacendeu o alerta sobre os riscos da aplicação de óleo mineral nos músculos para fins estéticos. Ele ficou conhecido por participar de programas de televisão exibindo o físico após injetar a substância no próprio corpo.
Segundo a família, Arlindo morreu em decorrência de problemas renais. Não há confirmação de que as complicações tenham sido causadas diretamente pelo uso do óleo mineral. Ainda assim, especialistas alertam que a prática é considerada arriscada e pode provocar infecções e rejeição do organismo ao material ao longo do tempo.
De acordo com o cirurgião plástico Rafael Neves, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o óleo mineral costuma ser utilizado por pessoas que buscam aumento de volume muscular sem recorrer à prática de atividade física. O procedimento é realizado de forma clandestina e não é reconhecido nem recomendado por órgãos de classe.
Segundo o médico, embora o óleo mineral seja considerado uma substância inerte, ou seja, que não reage diretamente com o corpo, sua aplicação não é autorizada e apresenta riscos relevantes à saúde.
Rafael Neves destaca ainda que um dos principais problemas está na dificuldade de remoção da substância em casos de complicações. Quando ocorrem infecções ou rejeição, não é possível retirar apenas o óleo, sendo necessária, em alguns casos, a remoção de tecidos musculares e da pele afetada, devido à infiltração do material.
Fonte: G1




