O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu penas mais rigorosas para homens que agridem mulheres e fez um apelo por uma “união nacional masculina” contra a violência de gênero. As declarações foram feitas nesta terça-feira (2), durante a cerimônia de ampliação da capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Ipojuca, Pernambuco.
Visivelmente emocionado, o presidente classificou os agressores como “animais” e citou casos recentes de violência que chocaram o país incluindo, segundo ele, tragédias envolvendo mortes, agressões e tortura de mulheres.
Lula lembrou que, em outubro do ano passado, sancionou a Lei 14.994/2024, que eleva a pena do crime de feminicídio: antes fixada entre 12 e 30 anos, passou a variar de 20 a 40 anos de reclusão com previsão de aumento em casos agravantes.
Além de endurecer as punições, o governo defende que a mudança legislativa seja acompanhada por um esforço cultural: Lula apelou para que todos os homens assumam o compromisso de respeitar e proteger as mulheres, e pressionem outros homens a romperem com a violência.




