A direção dos Correios aprovou um plano amplo de reestruturação para enfrentar a pior crise financeira da estatal. O pacote inclui fechamento de centenas de agências deficitárias, demissões via Programa de Desligamento Voluntário (PDV), venda de imóveis e a busca por um financiamento de até R$ 20 bilhões com garantia da União.
Segundo a empresa, o objetivo é reduzir despesas, modernizar a operação e impedir que o serviço postal seja comprometido nos próximos meses. Os Correios acumulam prejuízos consecutivos e vêm enfrentando atraso em pagamentos a fornecedores e planos de saúde.
Mesmo com os cortes, a estatal afirma que manterá o compromisso com o atendimento universal, garantindo presença em regiões remotas. A expectativa é que a reestruturação reduza o déficit em 2026 e que a empresa volte a registrar lucro em 2027.
O plano, no entanto, preocupa funcionários e comunidades que dependem das agências fechadas. A direção diz que a reorganização é necessária para “salvar a empresa e garantir a continuidade dos serviços em todo o país”




