O boletim pluviométrico divulgado pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), referente ao dia 04 de fevereiro de 2026, aponta chuvas irregulares, porém expressivas em alguns municípios do Sertão do Araripe e do Sertão Pernambucano, com destaque para Serrita, que registrou o maior volume do período.
De acordo com os dados oficiais, a maior chuva registrada na mesorregião do Sertão Pernambucano ocorreu em Serrita, onde a estação convencional marcou 70,0 mm, volume considerado elevado para um único dia e relevante para a recarga do solo e dos reservatórios locais.
Destaques no Sertão do Araripe
No Sertão do Araripe, as precipitações variaram entre volumes moderados e baixos, com registros importantes em municípios estratégicos da região:
- Araripina: 31,0 mm (estação convencional) e 25,0 mm (PCD);
- Bodocó: 34,0 mm (estação convencional);
- Exu: 23,2 mm;
- Granito: 40,0 mm (estação convencional) e expressivos 59,2 mm na estação da APAC instalada no Hospital Sinhorinha de Souza;
- Ouricuri: 37,1 mm (estação convencional);
- Ipubi: entre 7,1 mm e 8,1 mm nas estações da APAC;
- Moreilândia: 45,7 mm;
- Santa Cruz da Baixa Verde: até 3,0 mm;
- Verdejante: 52,0 mm (convencional) e 48,0 mm na estação da APAC.
Outros municípios do Araripe e do Sertão Central registraram volumes baixos ou ausência de chuva, evidenciando a distribuição espacial irregular das precipitações, característica comum do clima semiárido.
Importância das chuvas
As chuvas registradas, especialmente nos municípios com volumes acima de 30 mm, contribuem para a agricultura de sequeiro, o abastecimento rural e a melhoria temporária das condições hídricas, ainda que não sejam suficientes, de forma isolada, para reverter cenários prolongados de estiagem.
A APAC reforça que o acompanhamento contínuo dos boletins pluviométricos é fundamental para o planejamento das atividades agrícolas, a gestão dos recursos hídricos e a prevenção de impactos climáticos no Sertão pernambucano.
Os dados apresentados são oriundos das estações convencionais e automáticas da APAC, IPA, Compesa e CHESF, garantindo maior confiabilidade e abrangência das informações meteorológicas na região.




