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A dor silenciosa das famílias que convivem com a esquizofrenia.

Um vídeo que circula nas redes sociais, tem chamado atenção pelo relato forte e doloroso de uma mãe que cuida sozinha do filho esquizofrênico. Nas imagens, o jovem aparece trancado atrás das grades dentro do próprio quarto, uma medida extrema tomada pela família para garantir a segurança dele e de todos ao redor.

A mãe, visivelmente cansada, conta que convive diariamente com a angústia de ver o filho “aprisionado” dentro da própria casa. Ela explica que a decisão não é fruto de falta de amor ou de rejeição, mas de necessidade. Os surtos são imprevisíveis e os riscos fazem parte da rotina de quem convive com a doença.

O relato surge em meio ao debate provocado pela recente tragédia envolvendo o vaqueirinho, reabrindo discussões sobre saúde mental, cuidado familiar e o peso que muitas mães carregam em silêncio.

“Cuidar de um esquizofrênico é lutar dia e noite”, desabafa a mãe no vídeo.
O caso expõe uma realidade vivida por milhares de famílias brasileiras: a sensação de impotência diante da doença, o medo constante de um surto, o julgamento da sociedade e a falta de apoio especializado. Muitas mães, como essa, são criticadas por colocar grades no quarto dos filhos sem que as pessoas entendam que, muitas vezes, essa é a única forma de evitar acidentes ou situações mais graves.

A pergunta que fica é: essas famílias podem enfrentar essa realidade sem apoio?
Apenas medicação é suficiente?
Quem ampara quem cuida?

Especialistas lembram que o tratamento da esquizofrenia exige acompanhamento médico, suporte psicológico, estrutura familiar, rede de apoio e políticas públicas capazes de acolher cuidadores que vivem, diariamente, entre o amor e o esgotamento emocional.

“A verdade é que ninguém deveria enfrentar essa luta sozinho”.

Essa é a história de uma mãe, mas poderia ser a de muitas outras: famílias inteiras que choram, gritam, se desgastam, caem e tentam levantar novamente, nem sempre conseguindo.
O que elas pedem não é julgamento.
É acolhimento.

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