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Autor Manoel Carlos é velado no Rio de Janeiro; dramaturgo morreu aos 92 anos

O corpo do autor e dramaturgo Manoel Carlos, conhecido como Maneco, está sendo velado na tarde deste domingo (11), no Rio de Janeiro. Ele morreu neste sábado (10), aos 92 anos, após período de internação no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson. No último ano, a enfermidade comprometeu de forma significativa suas funções motoras e cognitivas.

Manoel Carlos teve uma trajetória marcante na dramaturgia brasileira. Iniciou sua carreira artística ainda jovem, aos 17 anos, nos palcos. Ao longo da vida, atuou como autor, diretor, produtor, ator e escritor, passando por diversas emissoras antes de ingressar na TV Globo, em 1972, como diretor-geral do programa Fantástico.

As primeiras novelas escritas por ele na Globo foram adaptações literárias, como Maria, Maria e A Sucessora, ambas exibidas em 1978. Em 1980, colaborou com Gilberto Braga no texto de Água Viva. O primeiro grande sucesso como autor solo no horário nobre veio com Baila Comigo (1981).

Após Sol de Verão (1982), novela marcada pela morte do ator Jardel Filho, Manoel Carlos se afastou temporariamente do formato, retornando com Novo Amor (1986), na Rede Manchete, além de minisséries. De volta à Globo nos anos 1990, consolidou seu nome com obras exibidas às 18h, como Felicidade (1991) e História de Amor (1995).

No horário das 21h, construiu um estilo próprio, retratando o cotidiano e os conflitos da classe média carioca, tendo o Rio de Janeiro como cenário recorrente e quase um personagem. Produções como Por Amor (1997), Laços de Família (2000), Mulheres Apaixonadas (2003) e Páginas da Vida (2006) marcaram época e mobilizaram o público em todo o país. Seus últimos trabalhos no horário nobre foram Viver a Vida (2009) e Em Família (2014).

A carreira inclui ainda seriados e minisséries elogiadas, como Presença de Anita (2001) e Maysa – Quando Fala o Coração (2009). Seu trabalho mais recente na televisão foi como supervisor de texto da série Não se Apega, Não (2015), exibida no Fantástico.

Manoel Carlos era casado desde 1981 com Elisabety Gonçalves de Almeida e pai da escritora e roteirista Maria Carolina e da atriz Júlia Almeida. Ao longo da vida, enfrentou a perda de três filhos: Ricardo, em 1987, vítima da AIDS; Manoel Carlos Júnior, em 2012, após um ataque cardíaco; e Pedro Almeida, em 2014, aos 22 anos, em decorrência de um mal súbito.

O dramaturgo deixa um legado marcante na história da televisão brasileira, com obras que atravessaram gerações e se tornaram referência na teledramaturgia nacional.

Fonte: Som de Papo – Rony Cysney

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