O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou legal a greve dos trabalhadores dos Correios e determinou um reajuste salarial de 5,1% para os empregados da estatal, conforme decisão proferida nesta terça-feira (30). A medida foi tomada no âmbito do julgamento do dissídio coletivo que discutia a paralisação iniciada em dezembro de 2025.
A greve, deflagrada em 16 de dezembro, envolveu sindicatos de diversas regiões do país e centrava reivindicações em torno de reajuste salarial, reposição inflacionária e manutenção de direitos trabalhistas, diante do quadro de crise financeira enfrentado pela empresa.
Durante o julgamento, o TST também reconheceu a legalidade do movimento grevista, afastando a classificação de abusividade, e confirmou o pagamento de reajuste de 5,1% para os trabalhadores, valor que será aplicado aos salários conforme os termos deliberados pela Corte. A decisão busca equilibrar os direitos da categoria com a necessidade de continuidade dos serviços essenciais prestados pelos Correios à população.
A Justiça do Trabalho já havia determinado que, durante a greve, pelo menos 80% dos empregados devem permanecer em atividade para garantir a prestação mínima dos serviços postais, sob pena de multa diária aos sindicatos em caso de descumprimento.
O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, destacou a importância de resguardar tanto a livre manifestação sindical quanto a prestação dos serviços essenciais em meio ao movimento. A decisão do tribunal encerra um capítulo central da negociação coletiva entre a estatal e os representantes dos trabalhadores, com impacto direto nas operações dos Correios em várias unidades federativas.
Fontes: Jornal Correio da Manhã / TST / Instagram




